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Afta- Ardor decorre de um desiquilíbrio do organismo
 

Ardor é a palavra que melhor define um dos males que atinge 10% a 20% da população: afta. “Quando escovava os dentes, ardia. Deixei de comer e emagraci”, relata Jaqueline Xavier Lima, que sofre como problema e não entende porque elas surgem sem nenhum motivo aparente.
“Não se sabe o que a desencandeia” diz Luc Weckx, chefe do setor de Estomatologia e da Otorrinolaringologia Pediátrica da Unifesp. Por isso, é possível apenas tratá-la, mas não prevenir.
Segundo ele, só se sabe que ela decorre de um desequilibrio no organismo da pessoa. Esse desajuste gera uma inflamação em que o sistema imunológico ataca as células da mucosa (a “pele” de dentro da boca). É nesse estágio que se forma uma úlcera de cor manteiga com a borda vermelha, ou , simplesmente, a afta. A lesão só aparece em mucosas da boca, do “lado de dentro” da bochecha e língua. Para tentar descobrir quais são os fatores inflamatórios envolvidos no problema, o setor começou uma nova pesquisa. “Queremos saber quais os fatores estão aumentados ou diminuídos. Dessa forma, será possível usar remédios mais específicos e eficazes para a afta, além de entender melhor o mecanismo dela”, explica o dentista Ricardo Carneiro Borra , autor da nova pesquisa, que desenvolve como doutorado na Unifesp. Para isso, o odontólogo utilizou uma membrana que contém 332 pedaços de DNA (material genético) de fatores que desencadeiam inflamações em geral. Na pesquisa, o DNA retirado da lesão do paciente poderia ou não se unir a esses fatores de membrana. “Essa metodologia é muito utilizada para o câncer, mas nunca foi utilizada para a afta”, acrescenta o dentista.

PROBLEMA ROTINEIRA
Muitas pessoas passam por essa situação frequente. É chamada afta de repetição, em que o problema mal acabou e já surge de novo. “O paciente tem afta pelo menos uma vez a cada dois meses, com, mínimo, de 3 a 5 lesões”, define Luc Weckx. De acordo com o conhecimento que se tem sobre a afta frequente, os médicos a tratam com antiinflamatórios e imunomoduladores ( que regulam o sistema de defesa do organismo). Para os casos esporádicos, Luc diz que o tratamento é simples. Aplica-se uma pomada a base de corticoíde- tipo de antiinflamatório potente- no local da lesão. Em alguns casos, também se faz a cauterização química, em que um ácido queima a terminação nervosa do local. “Não é indicado para todos os casos”, diz ele.

FUMO QUE PROTEGE
Outra pesquisa do setor, feita pela dermatologista Marisa Campilongo, mostrou que fumar é um fator de proteção contra a afta. “Quem fuma tem menos afta”. É Uma da poucas vantagens do fumante”, diz Luc Weckx. A explicação é o fato de que o cigarro, ao agredir a mucosa bucal, faz com que ela fique mais espessa.

 
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